terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

PARTES DE UM ARTIGO CIENTÍFICO E AS REGRAS DO DISCURSO

PARTES DE UM ARTIGO CIENTÍFICO E AS REGRAS DO DISCURSO
Afonso de Sousa Cavalcanti, Professor de Filosofia, Sociologia. afonsoc3@hotmail.com

Comunicação oral
A Introdução é o anúncio da forma e da matéria a ser exposta. Neste artigo, a intenção é explicar as quatro regras do discurso que René Descartes (1596-1650) relatou na obra Discurso sobre o método. O autor descreve os argumentos da evidência, da análise, da síntese e da revisão. Nos Objetivos, o escritor demonstra que o saber humano é confiável, uma vez que este venha da matéria ou de seu transcendente, via observação, sistematização e experimentação habituais, com comprometimento metódico. No Material e método, o estudo seguirá o contido na obra Discurso sobre o método, não se esquecendo que o filosofar prende o sujeito para que duvide, analise, sintetize e revise e é através da arte de filosofar metodicamente que o sujeito desenvolve o conhecimento seguro. A Discussão é o momento mais importante neste artigo. René Descartes dá ênfase à racionalidade e não permite que o ato de filosofar seja conduzido simplesmente pela sensibilidade e por isso anuncia: a primeira regra é a evidência, não admitindo nenhuma coisa como verdadeira sem que haja prova. A a evidência é o que salta aos olhos, é aquilo de que não posso duvidar; a segunda regra é o momento da análise. Ela exige que o pensador divida cada uma das dificuldades em tantas parcelas quantas forem possíveis para uma maior compreensão; a terceira é a regra da síntese, o momento em que o pesquisador reúne suas idéias, indo das mais simples e mais fáceis de conhecer para as de degraus mais complexos; a última é a regra da revisão e da enumeração completa, a ponto de estar certo de que nada foi omitido. A Conclusão deve ser apresentada se a pesquisa já apresentar resultados. Nela o autor ilustrará os resultados obtidos. No caso da metodologia cartesiana, o artigo ensinará que os argumentos da evidência, da análise, da síntese e da revisão completa são caminhos precisos para evitar erros e mais, este modo de filosofar põe em cheque as várias filosofias que ilustram que o verdadeiro filosofar consiste em acreditar piamente nos sentidos. A parte das Palavras-chave é o momento de registrar termos importantes que expressam o artigo, como o exemplo requer: Metodologia. Argumentação. Demonstração.

Assim será, amigos!

A educação religiosa na escola pública

Orientador: Professor Afonso de Sousa Cavalcanti

Comunicação oral

A presente comunicação quer oferecer aos estudiosos a importância da compreensão da dimensão transcendental do ser humano e para tanto convoca a todos para a real reflexão para os seguintes temas: 1. a finalidade da educação religiosa na escola pública (quem são os profissionais envolvidos, qual é a clientela e quais são os procedimentos didático-pedagógicos propostos pela escola); 2.o espaço na escola e além dela - o fazer ciência - preocupando-se com os quatro pilares da educação (conhecer, saber fazer, compartilhar e ser) e o mergulhar no universo da transcendência; 3. a linguagem na educação religiosa deve ser extraída dos elementos essenciais que constituem os símbolos religiosos e culturais das instituições; 4. os princípios da educação religiosa, fundamentando a fé, o ecumenismo, a personalização, a vida comunitária, a inserção histórica da vida, a busca do Transcendente, a teologia global, a religiosidade popular, a visão global da vida. Acredita-se que a educação religiosa deve ser uma disciplina normal para a escola pública e que deva seguir os parâmetros normais das demais disciplinas, mas com um diferencial: o de trazer os alunos e toda a comunidade escolar para a tomada de consciência das várias questões que envolvem a sociedade hodierna: a solidariedade, a cidadania, os valores e, sobretudo, fazer do ambiente escolar um local livre para o avanço das comunicações e da linguagem. Palavras-chave: Transcendentalidade. Cientificidade. Moralidade social.